sábado, 13 de abril de 2013

[RESENHA] - O Diário Serial


Informações: 
Edição: 1
Editora: Dracaena
ISBN: 9788564469785
Ano: 2012
Páginas: 224



Sinopse: Verão no litoral catarinense. Uma época de sol, calor e muitas festas. Mas esta rotina paradisíaca mudará quando uma série de assassinatos assolar a cidade, em eventos nunca antes presenciados. 

Um serial killer está solto, escrevendo em seu diário seus mais profundos e aterrorizantes sentimentos, descrevendo como se sente quando mata e como pretende continuar com seu plano. 

Uma mente complexa, bizarra, que é capaz de qualquer coisa para alcançar seus objetivos obscuros, e que tem em seu diário pessoal seu principal confidente. 

Nos locais dos crimes, pistas e indicações apontam para a próxima vitima. Nenhum detalhe pode ser ignorado. Mas as vitimas não são escolhidas por acaso. 

Todas elas têm uma forte e peculiar ligação com o assassino. 

A única esperança da cidade é uma dupla de jovens policiais, que caçarão o assassino nos mais diversos cantos da Ilha da Magia. 

Da magnifica praia de Moçambique à histórica Catedral Metropolitana, da fantástica Jurerê Internacional ao longínquo bairro do Rio Vermelho, Rodrigo e Gomes seguirão as pistas deixadas pelo serial killler para tentar alcançá-lo antes que ele consiga finalizar a sua obra macabra. 

Um thriller bombástico do início ao fim, que colocará o primeiro serial killer em terras florianopolitanas, observando de perto os passos de suas vitimas, pronto para fazer com que elas paguem seus pecados com o próprio sangue... 





O Diário Serial é o livro de estreia do nosso autor parceiro Igor Castro. Quando o livro chegou, após ser gentilmente enviado pelo autor, já fiquei curiosa ao ler a sinopse. Eu simplesmente AMO thrillers, sou fissuradas por eles e poder conferir um nacional me deixou empolgada. 

Ao iniciar a leitura não me desapontei, logo nas primeiras paginas, tendo por introdução as páginas do diário do assassino já me senti presa pela narrativa. A loucura, o amor pela morte e o desejo de vingança era tão palpável que simplesmente me apaixonei. 

A história fala sobre um serial killer que está à solta no litoral catarinense. Ao encontrarem uma caixa com um crânio e um crucifixo em seu interior, os policiais Rodrigo e Gomes começam uma investigação desse assassino que promete matar várias pessoas na cidade de Florianópolis. Em cada vítima, o autodenominado "O Juiz" dá pistas de qual seria seu próximo assassinato, aparentemente tentando manter uma relação, às vezes impensável, entre as vítimas. 

Desde então a população fica aterrorizada com as mortes que chocam a cidade e as pessoas passam a temer ser a próxima vítima do psicopata. Ao matar, O Juiz descreve em um diário cada crime cometido, um a um. Mas o que o levou a fazer tais assassinatos em série? Qual a relação de todas as vítimas entre si? Qual a verdadeira identidade de O Juiz? 

O Juiz, aparentemente, tem a intenção de fazer justiça com as próprias mãos. Motivado por uma injustiça do passado, ele tenta reparar o erro começando a matar àqueles a quem julga culpados de seu destino. Em cada vítima escreve uma letra do seu codinome, começando por "O", depois "J", assim por diante, até completá-lo, e deixa objetos que indicam qual pessoa será a próxima a morrer. 

A história segue narrada em terceira pessoa com exceção das partes do próprio diário serial, o que é extremamente conveniente e consegue criar ainda mais suspense e mistério. O autor consegue equilibrar a narração entre as investigações, o diário e um pouco das vidas de cada vítima, essas últimas muito interessantes, porque nos ajudam a entender o motivo das condenações que receberão aquelas pessoas, conhecendo-as um pouco mais. 

O cenário foi um personagem a parte nesse livro. Para quem, como eu, não conhece a capital catarinense, Florianópolis foi usada de uma ponta a outra, exaltando sua beleza, seus pontos turísticos. Realmente fiquei com muita vontade de conhecer pessoalmente os lugares onde cada crime aconteceu. 

O que realmente faltou para se tornar um dos meus livros favoritos foi a crueldade. Achei que o assassino, inteligente do jeito que era para arquitetar toda essa vingança minuciosa e amante da morte, poderia ter se “divertido” mais. Tirando a primeira morte, do Padre Rosa, as restantes foram tão simples. Faltou sangue, tortura, frieza e criatividade... Não me condenem, amo essas coisas sanguinárias e chocantes. 

Os dois detetives do caso, Rodrigo e Gomes, apesar de muito inteligentes e bons profissionais também não conseguiram me cativar. Talvez seja por conta do calor da investigação, mas faltou alguma coisa que os deixassem mais críveis, que criasse uma conexão maior com o leitor. 

Mas, o final traz uma reviravolta tão grande, que entrei em choque de surto. Simplesmente amei. Adoro finais assim. Bem, pra saber o que tanto amei só lendo, pois se eu falar qualquer coisa poderá acabar com toda a graça do livro. 

Os fãs de um bom thriller podem pegar O Diário Serial sem medo de não encontrar aquilo que se espera de uma história como essa. Como todos os livros do gênero, a escrita é em ritmo acelerado e sempre prezando os detalhes, principalmente, neste caso, quando o serial killer está em ação. Por se tratar de um livro curto e escrito tão bem, a leitura poderá ser feita em poucas horas, mais um detalhe que engrandece a obra. Está mais que recomendado essa leitura! 



Critérios de Avaliação 


a) Arte da Capa: 
A capa de César Oliveira chama bastante a atenção. É uma folha toda manchada em sangue, com marcas de dedos. Jogando com tons de vermelho, laranja e preto cria o clima para uma historia regada de crimes e sangue. Apenas o subtítulo me deixou meio perdida antes de ler a sinopse: “Pronto para fazer com que elas paguem seus pecados com o próprio sangue...”. Esse “elas” me fez pensar no inicio que o padrão do serial killer seria mulheres, mas no final foi o contrario, já que predominou a morte de homens. Mas, o “elas” pode estar se referindo às vitimas. Achei um pouco confuso de qualquer forma. 


b) Trama: 
Com todos os ingredientes para um bom thriller, com uma narrativa forte e envolvente a trama se desenvolve com seu ritmo constante, criando uma teia ao redor do leitor, prendendo-o até o final da leitura. Como bom thriller tem coisas que não são muito surpreendentes, mas há boas reviravoltas que enriquece o texto e seguram esse ritmo mais acelerado que caracteriza o gênero. 


c) Caracterização das Personagens: 

Com a trama mais focada nos casos, não deu pra definir muito a personalidade de cada personagem. Rodrigo é um bom policial, com alto senso de justiça, que gosta de passar suas folgas na praia (ao menos deseja por isso), Gomes é mais quieto, aparentemente mais sério, mas tão inteligente quanto Rodrigo. Mas, com o calor da investigação, os dois como pessoa somem e só conseguimos vê-los como policiais, como peça para resolver o enigma. Senti um pouco de falta dessa humanidade que acrescenta credibilidade aos personagens. Já o nosso assassino é algo mais palpável, já que temos acesso às paginas de seu diário. Ele ficou bem retratado como o psicopata que é e a motivação que o levou a agir. 


d) Qualidade do Livro (papel, letra, erros, etc.): 
O livro tem uma ótima diagramação, com letras de um tamanho mediano e um espaçamento considerável, isso somado às páginas de cor creme clara e o papel fosco tornam a leitura extremamente confortável. A revisão está muito boa, passando pequenos erros que só um leitor muito atento percebe. 


e) Comparação com outras obras do gênero: 
Igor Castro construiu um ótimo thriller, com todos os elementos para construir um ótimo suspense e com reviravoltas interessantes. Ao lê-lo relembrei de toda a franquia dos Jogos Mortais, onde as motivações são bem parecidas. 



Nota: 4,0

3 comentários :

  1. Sua resenha ficou super completa explicando todo o livro, achei isso bem interessante.. Não conhecia esse livro, estou um pouco desligado em relação aos lançamentos da editora, mas achei bem legal, estou gostando bastante do gênero atualmente.

    Abraços
    www.entrepaginasdelivros.com/

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    1. Obrigada Caique. Gosto de descorrer sobre tudo o que leio, mas sempre tomando cuidado pra não estragar pra quem ainda não leu. Eu sou super fã de thrillers, tanto policiais como médicos. Cresci lendo isso, e ver que a literatura nacional agora tem seus representantes me encheu de orgulho.
      Obrigada pelo comentário!
      Abraços

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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