sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Take a Star #1



Take a Star #1 – Let’s Kiss

Okay, não levem para o lado literal, nada de malucos e stalkers querendo me beijar (mas ouvi dizer que o Chefe guiou o povo egípcio para a liberdade e é um heartbreaker! Meninas, confirmem.), mas se vamos falar de coisas basicamente femininas (o que não impede garotos de se interessarem, podem usar como fonte de pesquisa ou válvula de escape.), nada melhor pra começar do que Paradise Kiss.


Antes de começar a falar dessa obra linda, vamos falar da nova coluna do A profecia de Leslienth: Take a Star, um espacinho meio lilás-claro, quase rosa, para falar de coisas lights, românticas ou simplesmente engraçadas. Um espaço para quem ama As Crônicas de Gelo e Fogo e The Walking Dead e qualquer outra obra tensa, mas mesmo assim consegue (e precisa) curtir alguma coisa mais livre, leve e solta às vezes. Por saber que não somos poucos, eu, Regina, criei esse espaço pra falar com vocês das obras light mais não-explosivas-para-a-cabeça, e o Moises foi gente boa o suficiente para acolher essa coluna ubbercute.


E assim começamos!

Paradise Kiss é um mangá publicado no Brasil pela Conrad, de autoria de Yazawa Ai, que também criou Nana e fez parte do design de Princess Ai, obra que teve colaboração de Courtney Love e meio que contava a história dela com Kurt Cobain.
  Mas enfim, vamos falar de Parakiss (um apelido carinhoso da obra). A obra conta a história de Yukari, uma estudante de 17 anos que é meio frustrada, tensa e por vezes levemente histérica. Ela meio que se encaixa no estereótipo de estudante pré-vestibulando japonês que é vendido para o resto do mundo (eu não lembro do meu tempo de Japão, então não sei confirmar).  No meio de suas divagações irritadiças, acaba dando de cara com um cara estranho de cabelos espetados e alfinetes no lugar de piercings. Pensando que ia ser atacada, estuprada, morta e jogada numa vala, ela corre para longe dele e acaba ficando frente a frente com uma mulher alta, linda e diva (que ela pensa ser um Shinigami). Daí, obviamente, desmaia.

Dramas a parte, esse realmente é o início da obra – ao acordar, Yukari descobre que aqueles dois não são seus algozes e não querem machucá-la – eles querem que ela seja modelo para eles. Assim é apresentado o universo da moda para Caroline (um apelido dado a Yukari, não me perguntem o porquê), e junto dos quatro estudantes que trabalham no pequeno ateliê que acaba tornando-se parte importante de sua vida, Carol aprende sobre moda, amor e vida.

Paradise Kiss tem 5 volumes e é uma obra fechadinha. Tem começo, meio, drama e fim.

Os personagens são muito bons, todos eles. Não tenho nenhum favorito, apesar de amar o ego dramático de George, o estilista que lidera o grupo e cria os designs. Cada qual tem seu núcleo, uma história a ser contada e pequenos detalhes que os tornam mais humanos. A história de Miwako e Arashi, por exemplo, é triste de uma maneira que, se interpretada mais profundamente, chega a ser perturbadora. Isabella também tem sua quota de problemas, sendo o maior deles sua opção de gênero – na verdade, ela atende por Isabella, mas seu nome é Daisuke.

A obra tem um quê de slice-of-life, mostra o dia a dia, o trabalho, os problemas, a dificuldade de lidar com duas vidas separadas – a moda e o pré-vestibular, além de muitas outras coisas. Segue a linha japonesa de obras – nem sempre tudo dá certo, nem todos tem um final feliz, mas a vida segue em frente. O traço é diferente, e de início pode causar estranheza, mas pelo menos pra mim acabou se tornando apenas mais uma parte da narrativa incrível de Yazawa Ai. Além disso, os looks criados para a história são muito. Legais.

Por isso, fica a dica para vocês, leitores (as). Numa tarde em que estiverem precisando de um pouco de drama, humor e tal, Paradise Kiss é uma boa pedida.

5 comentários :

  1. Respostas
    1. Ae Antônio... prestigiando a estréia da re aqui no blog... Vlws cara.

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  2. O heartbreaker de Canaã. Chorei de rir.
    ParaKiss está na minha lista faz tempo, mas o traço realmente me fez largar. Burro! eu não tinha gostado do traço de Blood+ de primeira, e foi uma das melhores séries que eu já li e assisti. Taí, vou passar ele pro próximo na fila :)

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    1. Faça isso, Led! Parakiss é bem legal, independente do traço :D

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