O pessoal do Na Mira dos Livros criaram um clipe muito bom da série de sucesso Jogos Vorazes, da autora Suzanne Collins. O clipe se embala na música Titanium da cantora Sia juntamente com o DJ David Guetta. Vale a pena conferir.
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
sábado, 15 de setembro de 2012
[RESENHA] A Esperança
(pode conter spoilers)
Finalmente terminei A ESPERANÇA. Tenho que dizer: me surpreendi.
Aconteceu assim:
Comecei a ler A ESPERANÇA assim que acabei com EM CHAMAS. Eu estava todo ansioso, louco para saber o que aconteceria em seguida, muito empolgado com o livro que tinha acabado de ler e que eu realmente gostara (resenha aqui). Tanto foi a minha ânsia que li o livro em três dias – Atentem para o detalhe de que eu só tenho tempo para ler enquanto estou no trem indo para o trabalho.
Pois bem, quando eu terminei de ler o livro precisei de mais alguns minutos para me recompor e entender que a historia tinha realmente acabado. Suzanne Collins conseguiu me deixar surpreso, sem reação. Eu não sei muito bem pra que público ela escreveu esse ultimo livro, mas, o “infanto” que leu A ESPERANÇA deixou de ser lá muito “juvenil”...
O livro é o mais forte e maduro dos três. A trama tem suspense, ação, momentos de tensão e até mesmo de loucura.
Katniss começa a jornada como uma refugiada, lutando contra ferimentos no corpo e na mente. Ela precisa tomar o seu lugar na rebelião contra a Capital, precisa ser O Tordo. O símbolo da Revolução que consegue juntar todos os distritos na luta contra a opressão do Presidente Snow. Mas ela não sabe se quer bem isso e Peeta está nas mãos da Capital. A historia se desenrola cheia de reviravoltas e momentos de tensão. Pela primeira vez não há um limite claro entre as partes da historia. Os pontos de virada são sempre fortes e a guerra acontece enquanto Katniss tem que lidar com seus próprios pensamentos e perceber a sua influencia.
Essa é uma das coisas que achei diferente no livro. Katniss tem um papel muito mais simbólico na Rebelião do que momentos de ação e heroísmo de fato. Foi interessante em “EM CHAMAS” o fato de que os Rebeldes já existiam e Katniss foi percebendo a guerra. Porém em A ESPERANÇA, Katniss mais percebe o poder de sua influencia do que participa da guerra. Eu gostaria que ela tivesse uma participação mais ativa nas batalhas.
O livro, na realidade, não carece muito de ação. Tem boas cenas misturadas aos momentos de calmaria na historia. Porem há situações que eu gostaria muito de ver narradas, como o resgate de Peeta, por exemplo. A parte do clímax, quando Katniss entra na Capital, para mim foi muito boa, pra falar a verdade. Teve todos os elementos de fuga e sacrifício que a gente sempre espera de historias com heróis que estão invadindo o território do vilão para dar um fim à trama. Mas, o final foi surpreendente.
Acho que Suzanne Collins ousou muito com o final que ela deu a saga. Acho que ela foi muitíssimo realista. Gostei da ousadia e do jeito que ela abordou as consequências da guerra.
Mas eu sou um leitor comum.
Gosto de quando os heróis passam pelo diabo e conseguem sair ilesos de tudo no final. Pra ser sincero eu preferia que alguns personagens tivessem morrido a ter o fim que tiveram. E outros eu achei mais que desnecessária a morte. Não vou mentir que para mim faltou um pouco de indulgencia com os destinos dos personagens. Sei lá. Acho que eu meio que me assustei porque Suzanne sempre foi um pouco piedosa com os personagens nos dois outros livros. Como por exemplo, o ouvido e perna “novos” de Katniss e Peeta no livro um. Nesse último livro não há piedade, não há condescendência, só a realidade do que a guerra pode fazer. Eu não estava preparado para isso.
Se os outros livros fossem um pouco mais pesados nesse quesito eu estaria muito bem. Mas os outros livros foram bastante “leves” enquanto “A Esperança” carregou toda a crueldade da saga. Não foi ruim, veja bem, só foi inesperado. De qualquer maneira eu acho que o livro dá um ótimo fechamento para a saga. Digno de milhares de fãs e da realidade de Panem.
Sobre o romance eu, apesar de não ser desses que se derretem, não gostei muito do jeito que as coisas se resolveram. Pra mim ela podia decidir de algum outro jeito que não envolvesse uma tragédia daquele tamanho, ou um dos dois podia simplesmente morrer. De qualquer maneira a conotação de amor construído e parceria que Suzanne mostra é diferente da paixão avassaladora que a maioria das historias tem. Isso foi mesmo admirável.
Eu gostei muito de como o livro trata dos traumas, da loucura, da felicidade e da esperança. Como já disse é um fim perfeito para a Saga. Gostei também do ritmo da historia, alternando entre momentos de ação, momentos de tensão, momentos psicológicos e outros de relativa calmaria que dão um tempo para o leitor respirar.
Pesando tudo é um bom livro. Eu li e gostei.
Então vamos aos
Critérios de avaliação:
a) Arte da capa: Segue o padrão da saga, com a pequena diferença de que nesse livro o alvo que mira o tordo está quebrado. A realidade é que não gostei muito de nenhuma das capas da saga. Elas são simples, o que não é ruim na maioria dos casos. Porém nesse caso específico eu não gostei, é como se faltasse algo. O vazio da capa tem contraste com a tipografia bastonada, pesada e em caixa alta. A margem do titulo é muito pequena, o que, junto com o visual da fonte dá a impressão de sufocamento, como se o espaço fosse pequeno demais para as letras. O nome da autora e da editora obedecem a outra margem, ficando desalinhados. Enfim... Não gostei muito da capa.
b) Trama: Em A Esperança a trama é cheia de tensão e reviravoltas. Tem momentos de calmaria, pressão e ação. Está menos organizada do que nos outros dois livros da serie, mas não deixa de ser boa por isso.
c) Caracterização de personagens: Esse ultimo livro traça os perfis psicológicos e a maneira como os personagens reagem aos acontecimentos de forma muito realista, madura. Os personagens são sempre complexos (inclusive os “cabeças ocas”). Apesar de vermos os outros personagens pelos olhos de Katniss, dá pra perceber que estão bem estruturados.
d) Qualidade do livro (papel, letra, erros e etc): O livro tem as paginas porosas, e com a gramatura não muito grande. A capa é brochura, de papel cartão laminado, se bem me lembro... É um material bom que suporta leitores um pouco mais relaxados que costumam dobrar as paginas. Acho que não há problemas com o material em geral.
Nota 4,0
O trabalho [RESENHA]- A Esperança de Jau Santoli foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em http://edensaga.blogspot.com.br/.
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012
[Resenha] – Em Chamas
ATENÇÃO: Pode conter spoilers do livro anterior.
Primeiramente eu devo pedir desculpas e admitir que eu estava totalmente errado quanto ao desenrolar da historia* quando comentei sobre isso na resenha que fiz de Jogos Vorazes.
Não vi nenhum melodrama açucarado entre Katniss, Peeta e Gale.
Não vi nenhum melodrama açucarado entre Katniss, Peeta e Gale.
Mas não vamos colocar o carro na frente dos bois, certo?
Suzanne Collins consegue imprimir tensão desde o inicio. O leitor (eu, no caso) fica preso no constante estado de desespero de Katniss. Ela precisa lidar com a pressão da Capital para manter as aparências com Peeta, com a sua nova condição de rica e famosa, com suas próprias expectativas e medo, e, para completar, com a sua completa indecisão amorosa.
Esse é um dos pontos que gostei. Tinha um medo sincero de que a historia acabasse se perdendo entre as divagações de Katniss sobre com quem ela deveria ficar (Peeta ou Gale) e perdesse outras partes mais interessantes. Que se tornasse em um melodrama cheio de açúcar feito para meninas na puberdade que sonham e suspiram por ai.
Mas o romance ocorre de modo natural.
Os pensamentos de Katniss não estão sempre voltados para esse quesito.
Na verdade as decisões dela estão sempre mudando, e os sentimentos afloram de acordo com os acontecimentos. Katniss não passa muito tempo retratando as emoções e sentimentos.
Não existem firulas, lacinhos e borboletas. Ela descreve os acontecimentos, o que ela sente emocional e fisicamente e toma alguma atitude.
Por outro lado, é possível entender os sentimentos dela e,
em alguns momentos, até sentir um pouco também.
Está aí um ponto que me surpreendeu.
Apesar de o livro ser em primeira pessoa e Katniss estar sempre expressando seus sentimentos,
eu não fiquei em momento algum cansado ou chateado.
Suzanne Collins conseguiu passar tudo de maneira leve e natural,
apesar das situações fortes que Katniss enfrenta.
Existe, também, todo aquele clima tenso de rebelião e conspiração que eu estava esperando. E devo dizer que, apesar de ter de captar os pequenos pedaços que Katniss entende, eu até que fiquei satisfeito com a “guerra”. Uma das grandes sacadas é o fato de que a rebelião não começa com Katniss, mas já existe e ela vai entendendo aos poucos e percebendo a dimensão que tem. As cenas de violência tem o tom certo também, se contarmos que esse livro é infanto-juvenil e não tem nenhuma intenção de satisfazer o meu gosto por sangue (mal de quem se acostuma a ler O Imperador, Crônicas de Gelo e Fogo e assiste Spartacus).
Como JOGOS VORAZES, esse segundo livro também é muito bem estruturado. Tem inicio, meio e fim bem claros.
EM CHAMAS é mais do que o interlúdio entre o inicio e o fim da saga. Não é uma “encheção de linguiça” para preencher o espaço entre o primeiro e o ultimo livro. Pelo contrário. É uma obra completa que conseguiu me surpreender em vários momentos. Várias vezes eu precisei parar de ler para conter uma risada espontânea, tamanha que era a minha surpresa. Outras vezes eu soltei um “não acredito!”. Por outro lado algumas coisas são bastante previsíveis. A gente espera que vai acontecer e chega a se irritar com Katniss por não perceber logo, como já fizemos.
Pra terminar eu tenho que dizer que gostei do livro e começo a entender como ele conseguiu arrastar tanta gente para a sua legião de fãs. Já estou começando A ESPERANÇA cheio de expectativa e ânsia. Conto depois como cheguei ao fim da historia. =D
*Se bem entendi, segundo o novo acordo ortográfico, não existe mais a palavra “estória”. Toda narração de fatos, verdadeiros ou não, passa a ser “historia”. Sem acento mesmo, já que não se acentua, mais, paroxítona com ditongo no final. Difícil viu! U.U
[Resenha] – Em Chamas de Jau Santoli é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Perssões além do escopo dessa licença podem estar disponível em http://edensaga.blogspot.com.br/.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Review- Jogos Vorazes
Olá Pessoal!
Sabe aquele momento em que você se arrepende amargamente em não ter ouvido aquela pessoa?
Então, Segunda-Feira eu me senti assim e vou lhes contar o porquê.
No ano passado, quando Jogos Vorazes ainda não tinha despertado toda essa paixão nessa multidão de tributos espalhados pelo mundo. Exatamente ai, eu lia, via e ouvia o escritor Raphael Draccon dizer o seguinte:
"Jogos Vorazes é demais!"
"Jogos Vorazes é muito bom!"
"Jogos Vorazes é isso, é aquilo!"
E confesso que não tive nenhuma curiosidade em saber do que raios que ele estava falando.
"O QUE É ESSE BENDITO JOGOS VORAZES QUE VOCÊ TANTO FALA HOMEM?"
Só fui lembrar que essa "coisa" existia quando a febre veio para o Brasil e consumiu metade da população.
Mas mesmo assim eu ainda continuava cético.
Nem um pinguinho de curiosidade.
Até que começaram as promoções nos sites de vendas online, surgiu o primeiro box da série, aconteceu a primeira promoção entre os blogs literários.
E foi ai que aquilo surgiu!
BUMMMMMM!!!
BUMMMMMM!!!
Do nada, só se ouvia falar em DISTOPIA.
Meu Deus! De palavras difíceis já basta as que têm nos livros da série "A cronicas de Gelo e Fogo" e da série "Duna", isso sem contar Shakespeare.
O que venha a ser isso?
Até que minha querida amiga Regina Umezaki, redatora do blog literário Li Um Livro, depois de muita insistência minha, ela explicou o que era essa palavra feia que andavam falando por ai.
Sabendo então o que édistopia, uma nova união surgiu: A Dominação Distópica.
Daí em diante, TODO mundo só falava em Jogos Vorazes, ou THG como os Hipsters gostam de chamar.
Vendo que só havia críticas positivas, e que a MULTIDÃO de pessoas cada vez mais se convertia a isso, e lembrando-se do que Raphael Draccon falava, eu comecei a ceder.
Até que cheguei ao ponto de me corroer por dentro por não ter lido o livro.
Todos liam, conversavam, e eu boiava cada vez mais e me afundava na ignorância.
Mas alguma coisa me salvou! Sim: O lançamento do filme.
Então após ter assistido ao filme, embora não li o livro, farei um breve review sobre ele.
[Review] - Jogos Vorazes
Acompanhamos a vida de Katniss Everdeen, em um mundo futurístico que, com o fim da America do Norte, criou-se um país onde 12 distritos são comandados por uma capital.Ali, pessoas sofrem com a repreensão e um regime rígido de comando e autoritarismo exercidos pela capital.
A cada ano, apenas para ratificar quem realmente está no comando e fazer os doze distritos lembrar o porquê de eles estarem na situação que estão. Um reality Show é apresentado mundialmente. Os aclamados: Jogos Vorazes.
24 jovens (tributos), dois de cada distrito, são escolhidos para participarem deste evento brutal que transcende em muito a ética social. Lutarão entre sí até que sobre apenas um vivo e se proclame o vencedor dos jogos.Com um começo nada espetacular e com uma direção fraca e irregular, Gary Ross fez dos vinte primeiros minutos do filme em nada me chamar atenção.
A tensão que eu pensei que sentiria, quando a colheita (nome dado a escolhas dos dois tributos) é realizada, eu não senti.
É o terceiro filme que Gary Ross atua como diretor, e talvez essa falta de experiência tenha afetado o filme assim, fazendo-o perder alguns pontos.
Parece que o diretor reservou toda sua capacidade para quando chegássemos à capital.
A atuação de Jennifer Lawewnce foi explendida. Com certeza um dos pontos fortes do filme. Ela interpretava de uma forma tão natural, que chega até a espantar. Josh Hutcherson, Liam Hemsworth e Woody Harrelson também atuaram muito bem.
Quando, pela primeira vez, os tributos são levados ao plúblico dentro de carros de gladiadores, Katniss e Peeta fazem uma entrada triunfal. Chegou até a arrepiar de tanta emoção.
Outro ponto positivo foi a atuação de Stanley Tucci, o apresentador dos jogos. Ele sempre atuou muito bem em todos os filmes que já fez, e não deixou de demonstrar sua capacidade nesse filme.Em momentos de tensão, insegurança e suspense do que vai acontecer, Stanley nos descontrai com todo o carisma de seu personagem Caesar Flickerman.
Em algumas partes, senti falta de diálogos mais elaborados. Não sei dizer se eles vinham do livro ou se foi adaptação para as telonas, mas muitos deles ficaram fracos demais.Com certeza um ponto positivo foram os figurinos do filme. Não sei dizer se no livro isso fica tão claro, pois não conheço a escrita do livro (o que me deixa irritado - Porque raios ainda não li esse livro), mas o contraste da situação vivida pelos personagens-tributos (tensão, dúvida e medo), com aquelas cores vibrantes de uma sociedade que, aparentemente é feliz (e doentia), torna-o muito mais atraente. Cada figurino melhor que o outro.
Com relação aos jogos, senti falta de mais ação. Em boa parte do filme Katniss está escondida ou fugindo, Gary Ross deveria ter mostrado mais luta corpora e as mortes deveriam ser melhores trabalhadas.
Minha conclusão final é que o filme possui muitos pontos a serem trabalhados e melhorados para o próximo título. No entanto, mesmo com esses pontos de baixa, Jogos Vorazes ou THG, como a galera cool gosta de chamar, ainda é um dos melhores filmes do ano e tem muito potencial.
Com certeza é um filme que vale a pena você assistir.
E muito mais vale procurar um exemplar para ler.
Depois de algumas leituras já programadas para esse mês, com certeza lerei Jogos Vorazes.
E muito mais vale procurar um exemplar para ler.
Depois de algumas leituras já programadas para esse mês, com certeza lerei Jogos Vorazes.
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