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domingo, 10 de fevereiro de 2013

[RESENHA]: Filhos do Fim do Mundo





Informações: 
Edição: 1ª
Editora: Fantasy/Casa da Palavra
ISBN: 9788577343126
Ano: 2013
Páginas: 287


Sinopse: Meia-noite. A notícia se espalha e deixa o mundo em pânico: todos os bebês recém-nascidos e de menos de um ano de idade morrem misteriosamente. Como se não bastasse, a informação sobre plantas e animais mortos também se espalha. Agora, todos se deparam com a promessa de escassez e o inevitável pensamento de que o fim da humanidade está próximo. Rodeado por desanimadoras notícias está o Repórter, convocado pelo único jornal em circulação para cobrir revoltas populares que desencadearam uma verdadeira guerra civil. Em meio a tanto ódio, ele só tem uma missão em mente: atrasar ao máximo o parto da esposa grávida na esperança de evitar a morte do próprio filho.


Promessa feita, palavra cumprida.
Aqui está a resenha de “Filhos do Fim do Mundo”.

Esse é um dos livros que mais gostei de ler no começo desse ano. Fazia muito tempo que eu não me empolgava tanto. Acho que é até clichê eu falar isso, mas surpreende que o autor seja brasileiro. Enfim, duas sílabas para definir o livro: FO-DA!

Na capa, Jurandir Filho diz assim: “O Barreto nasceu para escrever. Quando você lê algo dele, é impossível não se sentir inspirado ou tocado por suas palavras”. Faço das palavras dele as minhas. A escrita de Barreto é dinâmica e fluida, simples e confortável de ler. Ele escreve incrivelmente bem. Me apaixonei pelo seu estilo e estou com muita vontade de ler mais de seus trabalhos.

Barreto soube me conduzir pelo enredo de um jeito que, quando eu menos esperava, me percebi mergulhada em meio aos acontecimentos do fim do mundo. Era como se as cenas pulassem pela minha cabeça sem eu precisar imaginá-las, elas existiam por conta própria. Parecia que eu estava numa sala de cinema.

Senti a passagem das cenas como as mudanças de marcha do carro: começamos com a primeira marcha, logo em seguida, passamos para a segunda e assim vai. Não significa que não houve cenas em que da marcha um ele foi direto para a quatro. Porque, acreditem, cena de fazer o coração bater mais forte é o que não vai faltar! 

O que quero dizer é que a transição que Barreto faz entre cada momento é coerente com a estória que ele propõe; são transições que fazem sentido, pois cada núcleo tem ganchos que se comunicam entre si. Uma outra coisa que gostei é que o livro não se perde nos detalhes, sem deixar a leitura cansativa, e muito menos peca neles, pois vêm na medida certa. 


Mergulhei tanto em “Filhos do Fim do Mundo” que, quando precisei parar e sair para a rua, senti que a qualquer momento seria bombardeada por notícias anunciando que bebês morreram misteriosamente. E essa sensação me acompanhou por um bom tempo enquanto eu andava protegida por meu guarda-chuva. E aí eu fiquei pensando, por que será que senti isso?

Esse livro foi escrito de uma maneira muito próxima de nossa realidade. Na verdade, acho que é, sim, uma representação dela, só que sem a morte dos bebês. O Evento Zero (terminologia usada pelos militares para resumir as mortes inexplicáveis dos recém-nascidos) está acontecendo e Barreto nos leva para um país desconhecido, pois não sabemos seu nome, e conta como vão se desenrolando as reações dos civis, das autoridades, entre outros. 

Aliás, uma coisa que achei bem interessante foi que as personagens não tinham nomes do tipo “Paulo” ou “Maria”; cada pessoa se chama de acordo com a função que tem na estória. Por exemplo, o personagem principal se chama Repórter, temos também sua Esposa, o Diretor, o Coronel, o Governador, o Padre e o Blogueiro, para não citar outros mais. E não ter um nome definido não implica que as personagens sejam “frágeis”, pelo contrário, todas elas foram construídas com bases bem sólidas. A proximidade que senti com cada uma delas foi incrível.

As descrições são tão reais e tão provocantes que foi impossível não pensar sobre minhas próprias convicções, sobre o que eu faria em situações assim, sabe? É uma estória que transita por assuntos como: controle de informações, do que pode acontecer quando massas humanas se perdem em meio ao desespero, de violência, da guerra, de morte e sangue, de difíceis decisões, de atos que falam mais que palavras... 

Barreto não traz respostas. Ele traz questionamentos e cada um de nós escolhe por onde quer pensar e firmar suas crenças. “Filhos do Fim do Mundo” fala de desejos, de percorrer o caminho sem desistir mesmo que pareça não haver saída aparente. Fala de escolhas, de conviver com aquilo que é possível depois de ter batalhado até além das forças. Ele fala sobre tantas questões que é meio difícil para eu me expressar...

Não existem heróis épicos que salvarão o mundo. 
Existem apenas seres humanos que fazem o melhor que podem com a Vida que lhes foi dada. 

Esse é um livro que, definitivamente, entra num cantinho especial do meu coração e da minha estante.

Não deixem de conferir a página do livro no facebook: Filhos do Fim do Mundo.

Espero que tenham gostado!
Nos vemos na próxima.

E eu lhes apresento o autor: Fábio M. Barreto


  
Critérios de Avaliação:

a) Arte da capa: A capa é muito linda. Chama a atenção pelas cores, pela tipografia do título e, é claro, pelas palavras do próprio título em si. Me surpreendo cada dia mais com o trabalho realizado pela Fantasy com as capas de seus livros. Estão umas mais lindas e interessantes que a outra.

b) Trama: Muito bem desenvolvida, sabendo alternar entre momentos de tensão e momentos de calmaria. Trabalhou com as descrições dos locais, pensamentos, emoções e acontecimentos de maneira a não tornar a leitura cansativa, pelo contrário, me fez ficar empolgada a cada página que eu virava. Acho que a obra de Barreto tem um diferencial por abordar a temática do fim do mundo de um jeito diferente do usual, sem fazer uso de anjos, demônios, zumbis, alienígenas, entre outros. 

c) Caracterização das personagens: Há várias personagens no decorrer da narrativa e cada uma delas é muito bem trabalhada e caracterizada. Para mim, foi possível sentir as motivações e pensamentos. Pude sentir muitas emoções com cada uma delas: amor, tristeza, raiva, gratidão... Enfim, elas me conquistaram.

d) Qualidade do livro (papel, letra, erros, etc): A qualidade do livro é ótima. Diagramação, tipografia e papel estão muito confortáveis tanto para os olhos, quanto para as mãos. O papel é de cor creme, poroso e grosso. Não identifiquei erros durante a leitura. Só uma observação em relação a qualidade do papel, como o tenho a pouco tempo ainda não sei como é sua durabilidade...

e) Comparação com outras obras do gênero: Tenho lido poucos livros com a temática de fim de mundo,  então fica um pouco difícil de comparar. Mas pensando no campo da ficção, acredito que Barreto trouxe uma obra pertinente e que nos convida a refletir sobre o mundo que vivemos e o mundo que construímos para nós mesmos. 

Nota: 5,0 


Licença Creative Commons
[RESENHA]: Filhos do Fim do Mundo de Carolina Feng é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.
Baseado no trabalho em edensaga.blogspot.com.br.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

[EVENTO]: Evento Fantasy – MRG & Rapaduracast

Oi, pessoal! Como vamos?

Faz um tempinho que não apareço por aqui, mas cá estou eu para falar de um evento que aconteceu na sexta-feira passada. Antes de falar dele propriamente dito, preciso deixar uma coisa clara: fui às cegas ao evento, pois o motivo principal da minha ida era rever um de meus autores favoritos, Raphael Draccon. Então, imagine você que eu quase nada conhecia sobre “Matando Robôs Gigantes (MRG)” e “Rapaduracast”. 




Para se ter uma ideia, só conhecia o RapaduraCast por nome e por alguns podcasts que havia escutado alguns anos atrás. E não fazia a menor idéia do que era matar um robô gigante... rs

E,você, caro(a) leitor(a), já os conhecia antes? Se sim, irá ler um pouco sobre como foi o evento. E, se não, convido-o a conhecer junto comigo este universo de discussão sobre a cultura pop.

Foi assim... aconteceu numa noite... na Livraria Cultura do Shopping Bourbon...

Cheguei uma meia hora antes do evento começar. Qual não foi minha surpresa ao ver uma fila enorme que começava do segundo andar e descia até o térreo da livraria. Corri para garantir o meu lugar. Não muito tempo depois, surgiu uma funcionária explicando que havia sido distribuídas senhas de entrada uma hora antes e que as mesmas já haviam acabado. “Opa! E agora, meu Deus? Me danei...”, pensei. 

A funcionária explicou que não poderia deixar entrar muito mais gente em decorrência das normas de segurança do local (pra quem achou isso uma bobagem, é só se lembrar da tragédia de Santa Maria) e que, talvez, pudesse abrir exceção para mais umas 15 ou 20 pessoas, mas que não era garantido. Como a esperança é a última que morre, decidi ficar até abertura das portas do evento. E, como toda boa brasileira, pensei: quem sabe não poderia soltar um xaveco e dar um jeito de entrar, né?

Perto da entrada do auditório começou a se formar uma fila de pessoas que não tinham no pulso a fita azul que garantia um lugar. Fiquei esperando algum tempo, até que aquela funcionária do começo disse que o evento havia sofrido uma alteração, que haveria dois e que cada um duraria meia hora. Assim, haveria um rodízio da platéia e aqueles que não tivessem senha também poderiam participar. Fogos de artifício subiram de meus pés até explodirem por todo meu cérebro, gritando: "que sorte! uhul!!!!".

Entrando no auditório, Raphael Draccon estava iniciando uma apresentação bem-humorada de todos os convidados: Raphael Santos (do Iradex), Carolina Munhóz, Affonso Solano (do MRG), Flávia Gasi (do Omelete, participação de última hora) e Diogo Braga (do MRG).

(fotos por Erick Oliveira)

Você, leitor(a), muito esperto, me pergunta: “Espere aí... não está faltando alguém, não?”. Sim! Jurandir Filho do Rapaduracast também figurava a lista dos convidados, mas, estava atrasado por causa da chuva. E, quando chegou, carismaticamente, justificou-se dizendo que estava numa reunião e tinha pego trânsito. Mentira deslavada não dura muito tempo. E logo, foi posta à prova, por Flávia, de uma forma muito engraçada. Foi nesse clima descontraído que os convidados iam conversando entre si e com a plateia, alternando entre comentários sérios e espirituosos, divertindo e trazendo gargalhadas ao seu público.

(Meio tremida pela emoção do momento rs - foto por Guilherme Araújo)

O tópico principal do grupo que eu estava era sobre o novo lançamento do selo editorial Fantasy: “Filhos do Fim do Mundo”, de Fábio Barreto. É um livro, disse Jurandir, que passou por muitas mãos; um livro que foi sonhado por muitas pessoas para poder acontecer. Conta com uma apresentação inicial do próprio Jurandir e prefácio de Affonso Solano. No meio da conversa sobre o livro, eles iam contando mais sobre o autor, do percurso até chegar nas mãos de Draccon... misturavam piadas e brincadeiras. Enfim, foi super divertido. Foi uma palhinha de como são os podcasts que fazem.

Bem, vou contar um pouco de como é a narrativa. É sobre o fim do mundo. Após a meia-noite, crianças recém-nascidas morrem misteriosamente;   há relatos de que plantas e animais também padeceram. No meio disso, está um Repórter, cujo jornal onde trabalha é uma dos únicas redes de informação que não foi totalmente suspensa pelas autoridades. Ele passa, então, a investigar os acontecimentos, na tentativa de entender o mistério que está se espalhando pelo mundo. No meio dessa confusão toda, o Repórter ainda precisa lidar com seus próprios temores em relação à vida daquele que sua esposa carrega dentro de si. 


Não preciso dizer que saí correndo pra comprar meu exemplar quando o evento acabou, né? Já comecei a lê-lo e estou ficando muito, muito, muuito empolgada! Em breve posto uma resenha aqui pra vocês. Adorei o evento e, como diria nosso amigo Jau, foi massa!! Uma pena que durou tão pouco... quem sabe numa próxima vez eles conseguem fazer num lugar maior?

Mesmo não conhecendo a maioria dos convidados, colhi seus autógrafos, porque virei fã deles naquele dia, então, melhor pegar quando tenho a chance de vê-los de perto! Já pude escutar um RapaduraCast do Detona Ralph, que achei muito bom! Vale a pena viu, galera? São opiniões bem interessantes, misturadas com vários salpicos de humor. 

No final do evento, conheci um pessoal bacana e ficamos conversando sobre vários assuntos: podcasts, livros, filmes, etc. Pegamos algumas filas bem longas para autógrafos e tirar foto dos convidados. E eu, claro, pedi um autógrafo de Draccon no meu exemplar de "Espíritos de Gelo"! Batemos um papinho rápido e nos despedimos.

Pra você que não pôde estar presente, aqui vai um vídeo com alguns trechos do que rolou na noite:





E... pra você que como eu não conhecia nada dos podcasts dessa vida, aí vai um resuminho de cada um, tirado diretamente do site deles.

Matando Robôs Gigantes (MRG): criado em Julho de 2008, é um Podcast de humor dividido em quatro episódios: Cinema, Games, Quadrinhos e a Voz do Robô. Reunindo as opiniões fecais de Affonso Solano, Diogo Braga e Roberto Duque Estrada, o MRG promove discussões sobre os temas em pauta (e, frequentemente, fora dela) aproveitando as personalidades divergentes dos apresentadores e convidados.

RapaduraCast: criado em 2006, o programa tem o objetivo de trazer semanalmente uma conversa [discussão] sobre a cultura pop. Os temas vão desde os principais lançamentos de cinema, as adaptações de quadrinhos, os principais games do mercado e os grandes livros lançados. Sempre com bom humor e convidados espalhados por todo o Brasil, o RapaduraCast é um podcast que já faz parte da vida de muitos cinéfilos. Você nunca ouviu um papo sobre cultura pop dessa forma. Divertida, com sinceridade, fácil de compreender e em vários casos, emocionante. Uma grande particularidade é a nacionalidade do casting. Tem gente do Norte a Sul do país. O mais importante é que além de mostrar uma variedade cultural, podemos demonstrar um pouco da experiência de cada um. Assim, ouvintes de todo o Brasil podem se sentir representados.


Um beijo e nos vemos na próxima.



Licença Creative Commons
[EVENTO]: Evento Fantasy – MRG & Rapaduracast de Carolina Feng é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Baseado no trabalho em http://edensaga.blogspot.com.br/.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

[LANÇAMENTO] - Filhos do fim do mundo

A Fantasy, selo da editora Leya Brasil, anunciou em seu facebook, o primeiro título a ser lançado nesse novo ano de 2013.

INFORMAÇÕES:
Edição: 1
Editora: Fantasy - Casa da Palavra
ISBN: 9788577343126
Ano: 2013
Páginas: 288


Skoob: [LINK AQUI]
Pré-venda Saraiva: [LINK AQUI]







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Sinopse:
QUANDO AS CRIANÇAS DO MUNDO PARAM DE NASCER, UM REPÓRTER SE PREPARA PARA SUA ÚLTIMA MATÉRIA SOBRE O COMEÇO DO FIM DO MUNDO. É meia-noite quando a humanidade é surpreendida pela notícia: todas as crianças nascidas nos últimos 12 meses morreram misteriosamente. Descobrem também que plantas e filhotes também morreram. Um repórter responsável por cobrir os eventos preparativos para o fim do mundo, deixa sua esposa grávida em casa, partindo para uma perigosa missão investigativa, em que terá de enfrentar grandes desafios para proteger aqueles que ama. Em Filhos do fim do mundo, acompanhamos a saga de um repórter tentando se equilibrar entre sua função de pai e jornalista em meio ao caos pré-apocalipse. As catástrofes se misturam com a tensão psicológica do personagem em um envolvente romance que vai encantar os amantes de ficção.


***


Sobre o autor:
Fábio M. Barreto é escritor, jornalista e cineasta. Criado nas redações de O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, dedicou a carreira à indústria do entretenimento. Trabalhou e publicou conteúdo em grandes veículos de imprensa como Sci-fi News, CNN e Brainstorm #9. Entrevistou dezenas de grandes nomes da indústria de Hollywood, de J.J. Abrams a Neil Gaiman, e foi responsável pela criação da JediCon e do SOS Hollywood. Hoje é membro de um dos podcasts de cultura pop mais famosos da internet brasileira, o Rapaduracast. Atualmente, reside em Los Angeles, Califórnia.