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sábado, 22 de setembro de 2012

Sonhando um livro chamado "Fios de Prata"


Olá, pessoal! 

Como estão?

Hoje quero falar de Fios de Prata, livro do autor Rapahel Draccon lançado pela Editora Leya na 22ª Bienal de Livros de São Paulo. Para aqueles que ainda não o leram, fiquem tranquilos que não haverá spoiler. O que quero registrar e compartilhar com vocês é a minha sensação ao terminar de ler o livro. E levantar algumas das razões pelas quais ele vale a pena ser lido.

A última coisa com a qual tive contato do Draccon foi um dos contos que ele escreveu emGeração Subzero. E, desde então, tenho sentido falta de um material novo dele. Talvez uma saudade em encontrar sua escrita em algum lugar que não fosse Nova Ether (e eu ainda não li “Espíritos de Gelo” também, mas logo logo eu vou tê-lo em minhas mãos!).

Bem, com a chegada de “Fios de Prata” senti novamente aquela ansiedade que precede a expectativa da leitura de um livro: “Chegue logo, Bienal, que eu quero comprar o livro do Draccon! Chegue logo, porque eu quero saber como vai ser essa nova estória!”. Comprado o livro, minha saudade foi acolhida e amenizada durante a leitura, mas quem disse que ela foi embora depois que o terminei? Fiquei é com uma sensação de quero mais...

Então, chega de enrolar... Vamos caminhar junto comigo por mais esse texto?

Começarei pelo final.

Ao virar a última página, não pude deixar de fazer outra coisa se não ler e reler as últimas palavras escritas. Um minuto de silêncio foi feito. Talvez dois.

Muitas exclamações e palavrões-elogiosos foram feitas nos momentos seguintes.

E, mais... muitas sensações se passaram pelo meu corpo, eu não sabia o que estava sentindo. Um misto de felicidade por ter lido algo tão bom; de tristeza porque tinha acabado; de incredulidade pela experiência estética que passei... Poucas vezes termino um livro com sensações como essas e uma delas ficou muito clara para mim: o sentimento de gratidão. Agradecimento por esse livro ter sido escrito e ter sido publicado.

Na última página, tem uma frase que finaliza todo o enredo. E eu fiquei me perguntando: como uma frase tão curta pode encerrar tão bem um livro desse porte? Foi simples e perfeita. Certeira. A quantidade de palavras e frases não é um pré-requisito para que um livro seja bom ou ruim, na verdade, é a forma como o autor usa e te conduz por todas essas palavras e frases que pode tornar um livro tão gostoso. E que condução foi essa que Draccon fez! Em todo momento, me senti guiada por algum ser mágico durante a visita pelo mundo do Sonhar. Alguém experiente e seguro do que faz.

O domínio que ele mostra com o uso de todo o enredo é incrível! Ele sabe descrever sensações e acontecimentos de um jeito único. Não com uma linguagem morta, mas uma língua viva e sensível. Não se perde na poesia, mas também não se prende rigidamente na prosa. É na medida certa.

Uma observação bem rápida, ainda a respeito da escrita, é que ela definitivamente é diferente do estilo de "Dragões de Éter", pois sua construção parece ser voltada para uma temática mais adulta e um tanto mais crua. Crua porque há cenas difíceis de serem digeridas, sente-se até o cheiro da podridão e apalpa-se o desespero que é descrito nelas... Porque aponta as diversas violências (miséria, estupros, corrupção, roubos, etc) que se espalham pelo nosso mundo...

Você vai perceber também que vão surgindo algumas palavras em itálico, outras em negrito e mais outras que serão todas maiúsculas. Vai perceber que a disposição das palavras, em certas cenas-chave,

                                   mudam

ao longo                                                                 da

                                                                                                                                narrativa.


E todos esses pequenos detalhes me proporcionaram uma forma diferente de se vivenciar a leitura da estória. Eles fazem a diferença.

É pouco provável que você não se sinta numa sala de cinema em 4D. Os capítulos do livro se dispõe num ritmo intenso, pontilhado de mini-capítulos dentro de cada um. As cenas saltam do livro, meio que tomando forma sem sua permissão. Às vezes, você se sente numa montanha-russa de acontecimentos, não sabendo muito bem para qual direção o carrinho vai te jogar... mas você sente a adrenalina e os solavancos que o percurso te faz passar.




Uma descrição das batidas de coração de alguém faz as suas próprias batidas serem escutadas com mais atenção...
Asua respiração passa a subir e descer mais lentamente... e, dependendo do momento, a velocidade dela se transforma em um átimo de segundo...
Quando os personagens principais sentem dor, você também sente essa dor...
Quando alguém tem uma "visão", você passa a enxergá-la junto...
E quando os pesadelos começam a surgir, você não vê a hora de escapar, logo, para um corredor cheio de luz... 

“Fios de Prata” é quase um tratado sobre tudo o que envolve os sonhos. Você nunca mais vai dormir e nem acordar do mesmo jeito depois da leitura. Disso eu tenho certeza. E, por falar em sonhos, eu me senti muitas vezes “tendo sonhos” enquanto lia o livro... é estranho e não sei direito como explicar, mas o jeito como Draccon narra a estória parece ser o jeito como você sonharia com ela, entendem?



Sonhos: 
nunca serão mais os mesmos
Tentarei me explicar. 
Pensem nos sonhos que vocês já tiveram durante o sono.
Como eram?

Vou dizer como é para mim.
Muitas cenas podem acontecer ao mesmo tempo e você parece ter consciência de todas elas. 
O tempo se move diferente: um segundo pode ser uma vida inteira, ou uma vida pode ser um mero segundo. Às vezes, cenas podem ser confusas e sem ordenação lógica aparente, mas que mesmo assim, você sente que há um sentido. Imagens e cenas podem aparecer em muitos flashes. 
Você pode ser somente um elemento de seu sonho, como também pode ser todos eles. 
Um passo com a perna partindo da China pode terminar em outro passo no Brasil.

O livro fala de sonhos (isso inclui os pesadelos) e ele próprio se escreve como um sonho (aqui também se incluem os pesadelos).

Um sonho altamente cinematográfico.

Eu acho que com esse livro, Draccon mostrou muito do cuidado quase que artesanal que têm ao contar uma estória. Ele se preocupa com cada detalhe que estamos experimentando. Não é só a palavra certa que ele escolhe, mas aquela grifada de texto, aquele CAPS LOCK no lugar certinho... é a página que uma única frase pode ocupar, que por menor que seja, diz tudo. E, sem falar na capa, nas orelhas do livro... toda arte envolvida na criação dele é linda!

“Fios de Prata” foi uma leitura muito gostosa, li bem devargazinho para curtir cada parte dela. Foi uma experiência sensorial incrível, pois não somente minha imaginação funcionou, como também as batidas do meu coração; os músculos dos meus olhos, da boca e de todo o resto do corpo; a tristeza e desespero por um momento ruim que demora a passar; a alegria e comemoração ao ver algo de bom acontecendo; e tantas outras vivências que não cabem aqui neste pequeno texto.

Um outro fato que observei, na verdade, mais sentido que observado, é que eu lembrei do autor em muitos momentos. Se em "Dragões de Éter" somos guiados pela narrativa de um bardo das tavernas, em "Fios de Prata" pude sentir a presença de Draccon cruzando pela minha mente em várias ocasiões. Não como algo ruim e, sim, porque lembrei de muitas das concepções dele sobre os sonhos, sobre se superar em sua própria história, sobre nunca desistir, sobre o valor do amor entre dois seres... É como se Draccon e eu estivéssemos tendo uma conversa. 

Se você ainda não leu nada desse autor, eu o recomendo muito. 

Vale a pena. 

E se você já o conhece de outros trabalhos, garanto que não deixará de se surpreender com a maestria que esse Sonhador nos conduz por seu mundo. 




E, para finalizar, uma foto de Draccon com alguns de seus fãs!


Licença Creative Commons
Sonhando um livro chamado "Fios de Prata" de Carolina Feng é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

2º dia de Bienal

Olá Pessoal!

Neste sábado dia 18/08, eu retornei a 22ª Bienal do Livro de São Paulo.

O centro de exposições do Anhembi, lugar onde ocorre o evento, estava bem mais lotado do que no dia 11/08 . Mas em comparação, também estavamm presentes ali muito mais escritores.

A maior parte do dia eu estive junto com os fãs de Dragões de Éter, em um movimento chamado Eterencontro; que acontece de tempos em tempos.

Consegui assistir a conversa de Carolina Munhoz e Allyson Noel, que ocorreu no estande da loja virtual Submarino, o que achei muito massa. O lugar estava simplesmente LOTADO.



Consegui presenciar um fã de Raphael Draccon chorando ao cumprimentá-lo. Curioso eu, pude saber depois que a série Dragões de Éter representava muito para ele e que a leitura do livro o ajudara em um momento bem difícil de sua vida.

Finalmente conheci a autora Mallery Cálgara, autora de Anjo Negro, a única que ainda faltava para conhecer dos escritores do movimento Turnê Literária. Ela é uma mulher super simpática e atenciosa.

Reencontrei a autora Samanta Holtz, que é um amor de pessoa. E junto com ela, eu pude conhecer suas irmãs. Família super bacana a de Samanta.

Também conversei muito com a querida Ana Macedo, escritora de Lágrima de Fogo. A Ana tem apenas dezessete anos e já tem uma série de oito livros pronta; e o seu primeiro, Lágrimas de Fogo, já está publicado pela editora Novo Século através do selo Novos Talentos.

Um dos pontos altos desse segundo dia foi conhecer os autores Marcelo Siqueira e Gustavo Almeida, ambos autores do livro: O Príncipe Gato. Conversei muito com os autores (praticamente fiz uma entrevista com eles ali, porque aluguei eles por muito tempo e nem vi o tempo passar); e no final de tudo, lógico que não poderia faltar foto e autógrafo.

Outros autores que tive o prazer de rever foram: Vanessa de Cássia (Entre Amores Cruzados), Ricardo Valverde (Everest), Lu Piras (Equinócio) e Leandro Reis (FIlhos de Galagah).

Com toda certeza esses dias de evento foram muito prazerosos. Conhecer, rever, conversar e dar muitas risadas com seus autores preferidos simplesmente não tem preço.

Me encontrei também com Laila Ribeiro (Sobre Livros) e com a Fernanda de Assis (Viagem Literária). Essas meninas são muito bacanas. Conversa vai e conversa vem, fotos e tudo mais; Laila Ribeiro autografou meu livro Insanas, ao qual ela tem uma participação com o conto Desagravo.

Outra pessoa que não poderia ficar sem conhecer foi o Leandro Schulai, autor de O Vale dos Anjos e membro da equipe do Sobre Livros. Como sempre Schulai muito bem humorado, dessa vez consegui um exemplar de O Vale dos Anjos autografado.

E foi isso pessoal.

Gostaria de ter encontrado muito mais pessoas, e de ter conhecido muitas outras; porém estive mais da metade do dia envolvido com o projeto de Dragões de Éter e apenas fiquei livro depois das 19:30 h.

Confiram as fotinhas.

 
 Rafael Draccon e o Fã Thiago bastante emocionado


Cosplays de Dragões de Éter

Leandro Schulai e eu
 
 
Alguns Mimos e livros que ganhei na Bienal






quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Renata Ventura na Folha de São Paulo

Olá Pessoal!

Saiu uma matéria super legal com a Renata Ventura na Folha de São Paulo.

Intitulada: Em um dia, escritora iniciante vende todos os seus livros na Bienal, a matéria fala sobre o sucesso de Renata alcançado em seu lançamento na Bienal de seu primeiro livro A Arma Escarlate.

Vale a pena dar uma olhada.

Folha de São Paulo: [LINK AQUI]

domingo, 12 de agosto de 2012

Bienal do Livro de São Paulo

Olá Pessoal!

Sabado passado 11/08, estive presente na 22ª Bienal do Livro de São Paulo e venho trazer um pouquinho para vocês como que foi presenciar um dos maiores eventos que esperava neste ano.

Confesso que estava bastante ansioso, o que não é muito normal porque sou bem calmo. O motivo? Essa foi minha primeira Bienal.

Ok, ok; vocês já podem me apedrejar. srsrsrsr, mas fazer o que? Simplesmente foi assim mesmo ué!

Eu parecia um garotinho quando vai pela primeira vez na Disney, não sabia o que via primeiro, queria estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Os otakus aqui vão me entender quando digo que gostaria de alguns Bushins lá comigo. srsrsrs.



Conheci muita gente legal, além é claro, de rever alguns amigos super estimados e rever meus escritores preferidos.

Confesso que fiquei acabado quando cheguei em casa as 02:00 da manhã de domingo, mas valeu a pena cada segundo passado lá.

Entre os autores que encontrei por lá, estavam: Adriana Brazil, Vanessa de Cássia, Raphael Draccon, Carolina Munoz, Lízien Danielle, Tammy Luciano, Leandro Schulai, Samanta Holtz, Ricardo Valverde, Mausício Gomyde, Leandro Reis muitos outros.

E mesmo assim teve muitos que não consegui conversar ou tirar uma fotinha.

Já deu pra perceber que a coisa estava realmente muito boa não é?

Além dos autógrafos que peguei com cada um desses maravilhosos autores, o bate-papo foi de longe um dos melhores momentos prestigiados ali.

Poder ficar conversando livremente sobre tudo que você gostaria com esses autores é simplesmente maravilhoso.

Todos eles muito gentís e atensios, foram horas e horas de conversas e experiências contadas.

Também passei ótimos momentos com a equipe do Cantando Livros, Soninha Senra cantando junto com os meninos músicos do prjeto.

Como ficaria inviável colocar todas as fotos aqui, vocês podem conferir todas elas em meu álbum no Facebook [LINK AQUI].